terça-feira, 28 de setembro de 2010

Kill Them All


Existe uma lei de mercado que é imutável. Talvez a única que tenha sobrevivido desde o início do Capitalismo. É uma lei sob a qual todas as outras se curvam e cuja observação e respeito podem definir o sucesso ou fracasso de produtos, serviços e empresas. A lei da Demanda versus Oferta.

A oferta é determinada pelos vendedores (quem oferece) e a demanda é determinada pelos compradores (quem quer).

O diamante é caro porque é raro e a banana só tem “preço de banana” exatamente pelo motivo oposto. Mas enquanto houver procura (demanda) por diamantes ou por bananas haverá oferta desses produtos no mercado.

Fazendo um paralelo eu quero expor uma de minhas controversas convicções. O hábito de dar e pedir esmola.

Quando foi a última vez que você comprou um bambolê? Você conhece algum vendedor de bambolês que esteja milionário? Há alguma fábrica de bambolês entre as maiores empresas do Brasil? – A resposta para essas duas últimas perguntas será um reflexo imediato à sua resposta para a primeira. Ninguém mais compra bambolês. Quando as pessoas pararam de comprar bambolês, as fábricas deixaram de produzir e oferecer bambolês. Muitas passaram a fabricar outras coisas entendendo que bambolê não daria mais lucro e elas precisavam de outra forma de renda para pagar suas contas. Algumas faliram.

Quando foi a última vez que você deu esmola? Você conhece algum pedinte de esmola que esteja bem de vida? Há alguma família de pedintes que ganhe mais que uma família de assalariados? – Antes de responder, acredite: Há muito mais pedintes em São Paulo que têm renda maior que de assalariados do que você pode imaginar.

A revista VEJA São Paulo de 19 de Agosto de 2009, publicou na reportagem: “Profissão: Mendigo” o embasamento da minha inquietude, afirmando que “Quatro em cada dez paulistanos dão dinheiro nos semáforos. Calcula-se que os trocadinhos, somados, cheguem a dois milhões de reais por mês e sustentem, (...), desde mulheres com criança nos braços que esbanjam saúde até falsos paraplégicos.

Eu não dou esmolas. E aconselho veementemente que você não o faça. Você não tem que se sentir culpado pela diferença social. O valor da sua renda não subtrai o da renda dos outros. O Estado é quem deve arcar com o custo dos cidadãos desempregados. Você já contribui ao pagar seus impostos (direta ou indiretamente). Ou seja: Você já faz a sua parte!

"Em vez de ajudar, quem dá esmola faz da mendicância um trabalho rentável." – concorda com o que eu penso, na mesma reportagem da Vejinha, o vereador e ex-secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social Floriano Pesaro.

As fábricas continuaram fabricando os bambolês quando os consumidores pararam de procurá-los?  Talvez as que faliram, sim...  Se todos nós pararmos de oferecer a esmola, o pedinte será “obrigado” a buscar a sua renda de outra forma (talvez fazendo o inimaginável: trabalhando) ou em outro lugar.

Eu não culpo o mendigo por pedir. Não culpo o Estado por não dar condições dignas de sobrevivência aos seus miseráveis. Se alguém deve assumir alguma culpa nesse assunto, são as pessoas que dão esmola. E não me venha com desculpas do tipo: “Eu estou fazendo a minha parte, uma vez que o governo não faz.” Porque isso é BALELA!

Para fazer a SUA parte, você deve parar de dar esmola! Essa será a sua verdadeira atitude positiva. Todo o mercado só existe onde haja compradores e vendedores. A lista é longa e vai desde camelôs, que vendem produtos piratas ou falsificados até traficantes de drogas oferecendo maconha, cocaína e crack. Esse pessoal só está aí, pois há quem consuma seus produtos. Se o consumo (demanda) acabar, ACREDITE, a oferta também acaba.

Quando eu intitulei este post “Kill Them All” eu não estava pensando nas pessoas que pedem esmolas, mas sim nas que as dão! Só quando ninguém mais der esmolas essa visão da pobreza acabará!

Radical? Talvez. Mas te peço que leia a matéria da Vejinha nesse link: http://migre.me/1oVtd e pense sobre isso!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nasce Um Novo Blog

Minha vontade de escrever está sempre ali. Num cantinho da minha cabeça, que faz ponte com minhas mãos.

Eu tive um BLOG lindo que nasceu em 2001 e faleceu em 2003 quando, pressionado pelo cônjuge, parei de escrever e - burramente - excluí alguns dos textos. Desde então mantenho um blog capenga: http://espetaculo.blogspot.com/ .

Decidi aproveitar o momento. Lua cheia. Primavera. Nasce um novo espetáculo. Revigorado. Repaginado e preparado para se transformar em site (muito em breve). Espetáculo Ltda.

O mesmo show, com um pouco mais de modéstia. Mas bem pouco!

Vamos ver, né?